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Teletime – Bruno do Amaral – 03 de agosto de 2017.

Em 2016, 97% das escolas brasileiras em áreas urbanas possuíam algum tipo de acesso à Internet, segundo a pesquisa TIC Educação divulgada nesta quinta-feira, 3, pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Há contudo uma maior presença de tecnologias de acesso mais modernas, que acabam contribuindo para aumentar a velocidade média para as instituições. 
O período de coleta de entrevistas foi entre agosto e dezembro de 2016. Foram consultadas 1.106 escolas, 935 diretores, 922 coordenadores pedagógicos, 1.854 professores e 11.069 alunos até o segundo ano do ensino médio.
Do total de escolas urbanas, a maioria (44%) contava com conexão via cabo, um avanço de 8 p.p. em relação a 2016. A segunda tecnologia mais utilizada foi a de xDSL (25%, aumento de 1 p.p.), seguida por fibra ótica (11%, também crescimento de 1 p.p.), modem 3G/4G (7%, redução de 2 p.p.), rádio (5%, queda de 2 p.p.), satélite (4%, queda de 6 p.p.) e discada (1%, estável). Os 3% restantes não souberam dizer qual tecnologia era utilizada.
No recorte por tipo de instituição há pouca diferença nas proporções, exceto no FTTH: 16% das escolas particulares têm esse acesso, enquanto nas públicas o percentual é de 9%. Por outro lado, a conexão via satélite é responsável por 5% dos acessos nas públicas e 1% nas privadas.
Por região, é interessante notar que o cabo é mais presente no Nordeste (54% das escolas), região que também se vale mais de modems de rede móvel (13%). No Sul, há percentual elevado de xDSL (44%), mas também mais conexões de fibra (20%). No Norte, o destaque são as conexões via satélite: 18%.
Em termos de políticas públicas, 50% das escolas públicas mencionam o Proinfo, e outros 47% do Programa Banda Larga nas Escolas. “Mas há uma parte de diretores que não reconhece efetivamente de onde vêm as conexões”, declara o coordenador de projetos do Cetic.br, Fábio Sene. “As particulares quase não mencionam (a política pública), porque a conectividade vem delas próprias.”




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