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Teletime -05 de outubro de 2017

As operadoras têm um papel chave no mundo de cloud: além de fornecerem um recurso básico para o funcionamento, a conectividade, podem também ser os players fundamentais desse setor, integrando diferentes ecossistemas e oferecendo soluções com parceiros. A visão foi compartilhada por representantes das próprias teles e de fornecedores durante debate nesta quinta-feira, 5, na Futurecom.
“As telcos caminham para ser service manager do cloud broker (gerenciador de serviços do ‘corretor’ da nuvem, em uma tradução livre), trazem no cerne a questão de gerenciar múltiplas redes e cloud, o que é algo que já fazemos há muito tempo e fazemos bem”, defende o diretor executivo de soluções de TI da Embratel, Mário Rachid. A companhia conta com contratos no governo atuando como broker, como no caso de plataforma para o Tribunal de Contas da União (TCU). Rachid explica que o processo de digitalização de administrações públicas, além da própria crise econômica, incentivou a procura por soluções mais flexíveis e baratas do cloud.
“O que a Oi propõe é ter de fato múltiplas clouds que integram um mecanismo de gestão em diferentes data centers; eu não acredito muito no modelo de broker porque traz complexidade”, declara o diretor de negócios de TI – B2B da Oi, Luiz Carlos Ele confirma que “a crise ajuda” em contratos com governos, mas destaca que há mais na nuvem além do retorno de investimento. “É só um pedaço do problema, a necessidade de ser ágil muitas vezes é o grande fator”. Ele diz que, entretanto, há um desafio de conceber um modelo para contratar TI em larga escala – para um projeto de smart city, por exemplo, com cloud híbrida (pública e privada) e broker.
Segundo o diretor de marketing da Algar Telecom, Rogério Garchet Teixeira, os segmentos financeiro e de governo são dois alavancadores de TI, uma vez que cada vez mais estão migrando para nuvem. Ele cita que o movimento das administrações públicas criarem seus próprios data centers não é mais uma realidade. “Acho que esse mundo mudou, a segurança é cada vez mais tranquila para se mudar; e o efeito da falta de dinheiro de investimento leva à terceirização”, declara. “Já temos clientes de governo dentro da cloud, e estamos participando de uma guerra em Brasília. É um movimento interessante para todos nós em operadoras.”
De dentro para fora
Durante o painel, todos os representantes de teles garantiram que o investimento em cloud já se pagou e passou a dar retorno. Além disso, a solução é também uma condição para a preparação da infraestrutura interna para a chegada de novas tecnologias como Internet das Coisas e 5G. Rogério Teixeira, diz que a Algar tem virtualizado as funções de rede (NFV) e implantado redes definidas por software (SDN) e pretende transformar o projeto em solução para o mercado. “Vai abrir a oportunidade, estamos conversando com três fornecedores e vamos ter também produto ao mercado para oferecer aos clientes”, declara.
“É um caminho sem volta para as operadoras e está no roll-out da Oi”, declara Luiz Carlos Faray. O padrão escolhido é o aberto, Openstack. Assim como a Algar, deverá “correr atrás para virtualizar a rede e transformar isso também em serviço, (até porque) deve surgir novos modelos de negócio para uso de rede”. “Nossos engenheiros trabalharam esse tempo todo com caixinha, mas isso vai mudar, não é mais um desafio para operadora, é para todos nós”, declara Mário Rachid, da Embratel.
“O que eu observo nos projetos que a Ericsson participa é que as estratégias (das teles) são distintas, uns se fecham e outros buscam o oposto. No final, o que a gente tem é que nem todos os provedores de serviço e desenvolvedores de aplicativos portam suas aplicações para todas as infraestruturas”, pondera o diretor de produtos e tecnologia da Ericsson, Paulo Bernardocki. Ele avalia que as operadoras esperam sempre por um “killer app” para eventualmente migrar. Na visão da vice-presidente de marketing e estratégia da Huawei, Kátia Braga Moreira, acredita que as teles serão os grandes players. “As operadoras são os melhores fornecedores de cloud, porque estão nesse momento de virtualizar a rede, vão ter que ‘cloudificar’ a rede inteira”, diz.”O movimento é agora, tem que desenvolver, tem que investir nisso e se reinventar”, completa.




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