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Valor Econômico – Ivone Santana – 22/04/2015

A operadora Algar Telecom escolheu a Nokia para ser a fornecedora de equipamentos e sistemas para sua nova rede de quarta geração de serviços móveis. A companhia finlandesa venceu a Ericsson em uma disputa para assinar um contrato com a operadora mineira pelos próximos cinco anos. Além disso, vai substituir o “core” (núcleo) da rede atual, fornecido pela chinesa Huawei.

Com serviços de telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura, a Algar é uma operadora regional que atua em localidades de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, com receita líquida de R$ 2,24 bilhões em 2014. Tem em carteira quase 1,2 milhão de usuários de redes 2G e 3G, com previsão de crescimento para 1,6 milhão até setembro.

Embora não tenha revelado o valor do contrato com a Nokia, o presidente da Algar, Divino Sebastião de Souza, disse que um dos requisitos aos participantes da licitação interna era que o projeto não ultrapassasse a meta de investimentos prevista para os próximos cinco anos. “Fixamos um ‘target’ [alvo] e conseguimos ficar dentro disso, até 2019″, afirmou. O plano da empresa mineira é investir cerca de R$ 400 milhões por ano em todos os seus projetos; só em 4G, a previsão é de R$ 100 milhões. Em 2014, foram aplicados R$ 571,7 milhões, ante R$ 350,8 milhões em 2012 e R$ 370,9 milhões em 2013.

Pouco depois de assinar o contrato com a mineira, a Nokia anunciou, semana passada, a aquisição de sua concorrente Alcatel-Lucent, por € 15,6 bilhões. O presidente da Algar recebeu bem a notícia. Disse que sua empresa será atendida por um fornecedor fortalecido, o que é importante para dar segurança em um contrato de longo prazo.

Atualmente, parte do projeto da Algar em Minas está na faixa de 2,1 GHz, com tecnologia da Ericsson e todo o núcleo da rede fornecido pela Huawei. A tecnologia dessas empresas será mantida, segundo Souza, mas a grande expansão será com a Nokia para novas coberturas, aumento de capacidade, evolução tecnológica e 4G.

A modernização da infraestrutura atual permitirá uma folga de 30% a 40% na capacidade de tráfego e atenderá áreas críticas com alta demanda.

O presidente da Algar disse que havia limitações na rede porque os fornecedores anteriores não tinham desenvolvido a evolução necessária para futuras plataformas quando foi implantada. Assim, o núcleo da rede não permitiria a implantação de voz sobre LTE – a tecnologia de 4G -, nem de voz sobre Wi-Fi, que o executivo considera como tendência mundial. Por isso, o novo contrato com a Nokia inclui também a modernização da rede legada. O novo núcleo deverá estar em operação até setembro, exceto em 4G, que depende da liberação do espectro.

A expectativa do executivo é que os problemas de interferência de radiodifusão com celular sejam resolvidos em 700 MHz e a rede 4G possa ser implantada no fim de 2016 ou começo de 2017. A ativação começará por Uberlândia e Uberada, em Minas, e Franca, em São Paulo. Depois seguirá pelas cidades mineiras de Ituiutaba, Pato de Minas, Pará de Minas e
Itumbiara, além da paulista Orlândia.

A Algar comprou seu lote de 700 MHz da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no ano passado, por R$ 29,567 milhões. Além disso, vai desembolsar mais R$ 13 milhões como contribuição para limpeza da faixa e mudança das emissoras de TV aberta. Só então iniciará a instalação da LTE.

Notícia publicada pelo Valor Econômico




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