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Você está em: Home » Notícias do setor » IPEA: Cada 1% a mais de acesso à internet aumenta o PIB em até 0,19%

Luís Osvaldo Grossmann – Convergência Digital

 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada calcula que o acesso à internet tem efetivamente impacto na geração de riqueza. Essa lógica já foi diversas vezes apontada por estudos internacionais e mesmo brasileiros. Agora, o Ipea analisou dados de 5.564 municípios, dividiu-os em grupos com perfis semelhantes e chegou a projeções específicas para o Brasil. Por aqui, cada 1% de aumento no acesso à internet gera um crescimento adicional de até 0,19% do PIB.

“Os resultados para todos os modelos estimados mostram que o efeito da expansão da banda larga sobre o PIB é positivo e significativo. Na média, a ampliação de 1% do acesso à banda larga acarreta um aumento de 0,077% no PIB. O maior impacto ocorre nos municípios de maior renda per capita e alta concentração urbana. Logo em seguida, aparecem aqueles municípios em que a economia se concentra nos setores de serviço, comércio e construção. Em tais regiões, o efeito da expansão da banda larga pode alcançar um crescimento de 0,19% do PIB”, diz o estudo.

Assinado por Alexandre Ywata de Carvalho, Mário Jorge Mendonça e José Jaime da Silva, o estudo ‘Avaliando o Efeito dos Investimentos em Telecomunicações sobre o PIB’ usou dados entre 2007 e 2015, com informações de bases distintas, como o Censo do IBGE, registros administrativos dos municípios e variáveis de infraestrutura cedidas pela Anatel.

Segundo eles, além do efeito mais notável em municípios de maior renda e com alta concentração urbana, “o impacto da banda larga é também expressivo nos municípios ligados à parcela mais dinâmica do setor agrícola. Nos municípios mais pobres, o efeito da expansão da banda larga, embora seja positivo, acontece com menor intensidade”.

O estudo ressalva que nas áreas onde esse impacto é menor, cujos municípios estão na sua maior parte situados nas regiões Norte e Nordeste, a maior parte deles (58%) “possuem infraestrutura de banda larga bastante precária”. “As regiões Norte e Nordeste também apresentam as mais baixas velocidades de banda larga, o que naturalmente implica uma menor qualidade. Assim, o menor efeito da banda larga sobre a economia das regiões Norte e Nordeste possivelmente seja explicado pela baixa eficiência desse serviço.”

 




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