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Telesíntese – Da redação – 12/04/2013

Para não restar dúvidas, a Anatel esclarece que as operadoras poderão usar a faixa de 1,8 GHz para o LTE. Segundo técnicos da agência, desde que haja capacidade em qualquer outra frequência que não a 2,5 GHz, leiloada para atender à telefonia de quarta geração, ela poderá ser utilizada.

As prováveis interessadas em usar essa frequência para a LTE são as operadoras regionais, que não têm cacife econômico para participar dos leilões de frequência com cobertura nacional ou de uma grande área. “No leilão de 2,5 GHz, algumas operadoras regionais ficaram de fora. Então, se puderem usar as frequências que têm hoje para a telefonia de quarta geração, melhor. Vão poder competir com 4G também e lançar o serviço [de banda larga móvel LTE] antes mesmo do leilão de 700 MHz”, avalia João Moura, diretorpresidente da Telcomp.

A Algar Telecom, por exemplo, já declarou interesse em utilizar o espectro de 1,8 GHz, originalmente usado para redes GSM (de segunda geração), para implantação de uma rede 4G LTE. Mas, de acordo com Moura, outras operadoras têm interesse e poderiam avançar pelo mesmo caminho.

O Sercomtel, estatal de Londrina (PR), também pediu orçamento a fornecedores de rede LTE para a frequência de 1,8 GHz (10 MHz mais 10 MHz), que já detém. Além de não ter de gastar com frequência, nessa faixa, mais baixa, o investimento em estações radiobase é menor do que na de 2,5 GHz. “Existe escala de produção de ERBs. Ericsson e a Huawei já mostraram que poderiam nos atender com uma rede 4G de 5 MHz + 5 MHz e até de 2,5 MHz + 2,5 MHz. Além disso, o preço dos celulares 4G em 1,8 MHz estão em queda no mundo. Na nossa avaliação, essa é uma alternativa para quando a migração para o 3G for maior”, explica Flávio Luiz Borsato, diretor de engenharia de operações.

O que faz a CTBC ser a melhor candidata a implementar o 4G LTE em 1,8 GHz é o tamanho mais reduzido de sua base de usuários da rede GSM. De acordo com a consultoria Teleco, a Algar Telecom conseguiu migrar 50% de sua base de clientes para 3G, abrindo espaço para usar a faixa para implantação de 4G LTE. “No caso das grandes operadoras, elas enfrentam congestionamento do serviço de voz em GSM e precisam conviver com o uso do espectro menos eficiente, porque a base ainda não migrou para 3G”, afirma Tude. Do total de celulares no Brasil, cerca de 60% ainda são GSM, cerca de 190 milhões, explica.

Para Tude, melhor que tentar o refarm da 1,8 GHz, é trabalhar pela liberação de parte do espectro na faixa de 800 MHz, já que a frequência é mais baixa e complementaria melhor a rede LTE em 2,5 GHz. A Telefônica Vivo, por exemplo, que está concluindo a migração dos últimos 84 mil clientes CDMA para GSM, poderia optar por este caminho, mas teria de fazer uma reengenharia de espectro.

O Brasil começa a preparar o leilão da frequência de 700 MHz, quando uma boa parte das empresas brasileiras enfrenta problema de endividamento ou pressão de acionistas pela elevação de seu valor, o que cria dificuldades de investimento na compra de espectro.

Sendo assim, é de se considerar que as operadoras decidissem avançar na migração da base GSM para liberar espaço na frequência hoje usada pela rede GSM. O problema, dizem especialistas, é que a solução pode ser cara, uma vez que os smartphones 4G para a faixa de 800 MHz ainda são muito caros, por falta de escala.

Notícia publicada pelo Telesíntese.




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