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► 03/jul/2018  |  Redação

Argentina autoriza fusão entre Telecom e Cablevisión

Tele.Síntese

O governo argentino deu luz verde para a fusão entre Telecom Argentina e Cablevisión, do grupo Clarín. O negócio resultará no maior conglomerado de telecomunicações do país.

A fusão foi anunciada em julho de 2017, e passava desde então pelo escrutínio de diferentes agentes públicos. O último aval aconteceu na sexta-feira (29), quando o órgão antitruste CNDC argentino decidiu que o acordo poderia ser levado acabo, desde que as empresas atendam condicionantes.

As imposições abrangem venda de ativos, mudanças e limitações nas ofertas comerciais, disponibilização da rede e uso do espectro.

Entre as condições, por exemplo, está a proibição de ofertar combos por períodos que vão de seis meses a um ano, conforme a região do país. Isso porque a legislação que permite operadoras também possuírem ativos de TV paga é recente, e as concorrentes ainda trabalham para o lançamento de ofertas triple ou quad-play.

A empresa deverá, ainda, vender uma carteira de 140 mil clientes de banda larga fixa em 28 localidades em que tem poder de mercado significativo. Esse ativo já tem comprador. Será o provedor Universo Net, que opera no interior da Argentina. O valor da transação não foi revelado.

A Telecom também fica obrigada a ceder sua rede de acesso ADSL a concorrentes que queiram vender banda larga nas áreas em que atua de forma predominante, por um valor de referência. Terá, ainda, de devolver 80 MHz de espectro usada na telefonia móvel, uma vez que a Cablevisión já era dona da Nextel Argentina desde 2015.

Além do novo grupo Telecom que se forma com a fusão, Telefónica e Claro operam na Argentina. O grupo Telecom prevê investir US$ 5,2 bilhões até 2020. Já as rivais prometem desembolsos menores. A Telefónica deve aplicar US$ 2,2 bilhões no período entre 2017 e 2019. Enquanto a Claro vai investir US$ 1 bilhão ao ano no mesmo período.



Economia digital: aplicações não vão funcionar sem redes

“Hoje ao se falar de economia digital, se fala muito da camada de aplicações, mas não há preocupação com a infraestrutura. Só que sem redes, não há aplicações”, disse o presidente executivo da TelComp, João Moura.

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