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► 11/fev/2019  |  Redação

Sudeste tem 31% da banda larga fixa com velocidade acima de 34 Mbps; Nordeste, 17%

Com a adição de 3,812 milhões de contratos em 2018, a banda larga fixa com velocidade acima de 34 Mbps atingiu a marca de 8,099 milhões de acessos ativos no fim do ano passado – ou 26% da base nacional do serviço. A disponibilidade da chamada “ultra banda larga” entre as regiões do País, contudo, ainda é desigual: enquanto no Sudeste 31,6% das conexões já ultrapassam os 34 Mbps, as regiões Sul (20,1% da base local acima da velocidade), Centro-Oeste (18,9%), Norte (18,1%) e Nordeste (17,2%) ainda estão abaixo da média nacional.

Em números absolutos, os quatro estados do Sudeste totalizam 5,55 milhões de contratos na maior faixa de velocidade contabilizada pela Anatel; os números representam 68,56% do total de acessos acima de 34 Mbps, ao mesmo tempo em que a região detinha, em dezembro, 56,5% do mercado brasileiro de banda larga fixa.

Os 1,169 milhão de contratos dos três estados do Sul perfazem 14,4% da base nacional com a velocidade. No Nordeste, 685,7 mil clientes contam com o nível de serviço (ou 8,4% dos usuários do País), frente 484,7 mil no Centro-Oeste (5,9%) e 206,9 mil no Norte (2,5%). Nos quatro casos, a participação das regiões no nicho da Internet com velocidade acima de 34 Mbps é menor que a participação das mesmas no mercado de banda larga fixa como um todo (o Sul detinha 18,7% da base brasileira em 2018; o Nordeste, 12,78%, frente a 8,23% do Centro-Oeste e 3,67% do Norte).

Em todo o País, os acessos com velocidade acima de 34 Mbps viabilizadas por infraestrutura de fibra ótica totalizavam 2,55 milhões ao fim de 2018 – ou 31,5% dos clientes com este nível de serviço. No Nordeste, 26,6% dos contratos nesta faixa (ou 182 mil acessos) utilizavam fibra, refletindo um recente foco de provedores locais na tecnologia. A proporção é similar a da região Sul (26,1% ou 305 mil acessos) e bem maior que a registrada no Norte (5,6%, ou 11 mil acessos) e no Centro-Oeste (12,1%, ou 58 mil). No Sudeste, 35,9% da base de “ultra banda larga” se vale da tecnologia FTTH – ou quase 2 milhões de clientes. Em que pese a maturidade histórica da infraestrutura da região, é importante notar que políticas públicas como o REPNBL-Redes podem ter contribuído para a concentração do serviço mais veloz na região mais rica, mas isso também se deve a uma dinâmica natural do mercado de focar esforços onde existe retorno econômico, e não existem hoje políticas específicas para regiões menos favorecidas.

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