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► 08/nov/2017  |  Redação

Verizon promete 5G para 2018, mas desenvolvimento no Brasil deve ficar para trás

IP News

Durante o X Seminário TelComp 2017, realizado hoje em São Paulo (SP), o country manager da Verizon, Paulo Pontin, revelou a estratégia digital da operadora norte-americana, que envolve a aposta em mercados de produção de conteúdo digital, com a compra do Yahoo, e de segurança e nuvem. O foco, porém, está na rede móvel, que responde por 71% do faturamento da operadora, e agora investe no desenvolvimento do 5G para lançá-lo já em 2018, segundo o executivo.

A velocidade com que a Verizon tem desenvolvido a tecnologia de banda larga móvel é o diferencial da empresa, já que o setor de telecomunicações como um todo projeta o uso comercial da solução a partir de 2019.

ZTE e Orange anunciam parceria para desenvolver 5G

Através de um ecossistema de desenvolvedores, composto por Ericsson, Nokia, Samsung, Cisco, Intel, Qualcomm, que trabalham juntos há dois anos, a operadora já tem feito uma série de testes nos Estados Unidos. “Cada empresa desenvolve uma parte do contexto da rede, o que ajudou a acelerar o processo”, conta Pontin. Junta se a isso o setor regulatório dos Estados Unidos, que mostrou apoio ao projeto liberando o espectro de 28 GHz para testes.

Ainda segundo ele, o 5G tem sido testado em campo desde de junho deste ano em 11 estados norte-americanos. “Foram realizados testes em situações extremas, com diversas paredes e condições climáticas complicadas, para medir a qualidade do sinal. Um deles, inclusive, contou com diversos jovens jogando games online, mais dois ou três realizando downloads e outro ouvindo música por streaming ao mesmo tempo”, diz.

O desempenho da tecnologia tem sido satisfatório, com alguns testes em laboratório registrando velocidades 42 vezes maiores que uma rede 4G. A perspectiva de negócio é muito grande, afirma Pontin, e diz que o 5G vai ajudar o mercado B2B em projetos de Internet das Coisas (IoT) e carros autônomos, já que conta com baixa latência e alta velocidade.

5G no Brasil

O Brasil ainda se encontra bem atrás do mercado norte-americano, pois ainda não se tem um contexto de qual faixa de radiofrequência deve se utilizar. Enquanto a Verizon aposta no 28 GHz, o Brasil vai de encontro ao 3,5 GHz, segundo o executivo. O que pode não ser tão bom, pois ter o mesmo contexto de espectro é importante para se ter escala e definir padrões.

“Estamos discutindo o assunto em fóruns mundiais sobre 5G. O ideal é que os espectros sejam mais ou menos lineares, já que com muita diversidade se perde a possibilidade de escala”, afirma.
Wilson Cardoso, diretor de Tecnologia da Nokia para a América Latina, acredita que o 5G é a disrupção completa da conectividade, servindo tanto para dispositivos que pedem baixa e alta velocidade e entregando baixa latência. “Não é a evolução do 4G”, explica.

Para ele, o país precisará passar pelos desafios de expansão da fibra óptica, da oneração, “que não deve ser igual ao do 4G”, e a definição de frequências. “O governo deve conter sua voracidade com os leilões de espectros marcados para o ano que vem e 2019”, diz.

“O 5G tem tudo para ‘pegar’ no Brasil, já que não é uma tecnologia que substituir as outras, e sim atuar junto. O que é preciso é que se defina um espectro para que os grandes players possam ter um roadmap a se trabalhar”, finaliza Pontin.



Faltam dinheiro e apoio para ampliar a construção de rede no Brasil

Entrevista do CEO da UmTelecom, Rui Gomes, ao portal Convergência Digital, no X Seminário TelComp 2017.

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