Comitê de RH da TelComp debateu governança e os riscos da Shadow AI nas empresas

Comitê de RH da TelComp debate os riscos da Shadow AI

No dia 16 de julho, o Comitê de RH da TelComp reuniu representantes de empresas associadas para discutir os impactos jurídicos e trabalhistas da Inteligência Artificial. A reunião contou com a apresentação da advogada trabalhista Yasmin Rolim Gomes de Lima, do escritório Castro Barros Advogados, que abordou o tema “Shadow AI — Governança e Mitigação de Riscos na Utilização de Ferramentas de IA”.

O debate focou na Shadow AI, que é o uso não autorizado de plataformas de inteligência artificial por colaboradores, sem o controle de TI. Para a advogada Yasmin Rolim, os passivos acumulados pelas empresas são provenientes da ausência de regras internas. “A Shadow AI, na grande maioria das vezes, ocorre por ausência de políticas corporativas claras e de processos internos que muitas vezes são lentos para aprovar novos softwares. O nosso conselho é que as empresas comecem a avaliar a necessidade de regulamentar internamente essa utilização, até porque não tratar sobre isso gera um passivo intangível e invisível”, afirma.

O encontro alertou para a questão dos  vazamentos de dados, casos globais de falhas em relatórios e as “alucinações” das ferramentas generativas. Também foram debatidos os riscos trabalhistas frente à LGPD e à NR-1 ao adotar algoritmos sem critérios humanos para avaliações ou punições.  

“A IA não tem capacidade técnica de captar contextos humanos e subjetivos. Essa falta de intervenção humana pode gerar casos de assédio moral e a não observância de isonomia entre os empregados, o que aumenta o passivo trabalhista”, ressaltou a advogada.

Como encaminhamento, a reunião indicou quatro pilares de governança: criação de um Manual de Uso Aceitável de IA, homologação de softwares privados com cláusula de no training, treinamento contínuo das equipes e formação de um comitê multidisciplinar com TI, Jurídico, RH, Compliance e Segurança do Trabalho.