O Ministério das Comunicações está reunindo contribuições para consolidar a Política Nacional de Cabos Submarinos, infraestrutura crítica para a conexão do Brasil com o Exterior. Responsáveis por mais de 90% do tráfego internacional de dados, esses cabos sustentam atividades essenciais, como transações financeiras por exemplo. Durante o V Simpósio TelComp, o Diretor do Departamento de Política Setorial do Ministério, Juliano Stanzani, enfatizou a relevância dessa rede. “Sem uma base sólida, resiliente e segura, as demais camadas de conectividade não se desenvolvem plenamente no país”, afirmou.
A consulta pública, que foi finalizada em agosto, recebeu mais de 500 contribuições, com ênfase em segurança, sustentabilidade e governança. O objetivo é formular uma política capaz de atrair investimentos e ampliar a presença internacional do Brasil por meio de uma infraestrutura robusta. Com 17 cabos submarinos em operação, o Brasil tem em Fortaleza (CE) seu principal ponto de conexão, devido à localização privilegiada entre Europa, África e Américas. A expansão dessa rede é vista como uma oportunidade para atrair investimentos em data centers e outros projetos de tecnologia.
O governo estuda ainda incentivos fiscais para impulsionar a instalação de cabos em novas regiões, com o intuito de diversificar a infraestrutura e aumentar sua resiliência. “Mais de 90% do tráfego global de internet passa por cabos submarinos”, lembrou Stanzani. A previsão é que os resultados da consulta sejam divulgados até dezembro de 2025. A nova política busca não apenas reforçar a segurança e a velocidade da internet no Brasil, como também promover um acesso mais equilibrado aos dados internacionais.
Já o Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o Brasil reúne condições únicas para se tornar referência global. “O Brasil é um país muito atrativo para a infraestrutura de data centers. Além de contar com abundância de água e energia, temos uma posição estratégica no tráfego internacional de dados, impulsionada pela rede de cabos submarinos que conecta continentes. Para isso, precisamos garantir que toda a engrenagem da conectividade esteja preparada: da escolha dos pontos de fibra óptica à distribuição de energia em escala”, destacou o Ministro.
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